The Connor Brothers é o pseudónimo dos artistas britânicos James Golding e Mike Snelle. A dupla ganhou notoriedade em 2012 e, durante vários anos, manteve o anonimato recorrendo a uma biografia fictícia. As suas identidades foram reveladas em 2014 numa reportagem de grande destaque da autoria de Mick Brown na revista The Telegraph, o que lhes permitiu empreender projetos mais ambiciosos.
Mais conhecidos pela sua série «Pulp Fiction», a dupla também é reconhecida pelo seu trabalho ativista e pelas suas brincadeiras maliciosas. Em 2014, criaram um museu fictício — a Coleção Hanbury —, que fundia verdade e ficção de tal forma que se tornava impossível distinguir quais as peças expostas que eram reais e quais as que não eram. Esta obsessão pela verdade e pela ficção é visível em toda a sua obra e é particularmente relevante no atual clima de notícias falsas, pós-verdade e obsessão pelas redes sociais.
The Connor Brothers têm estado entre as vozes artísticas mais proeminentes a comentar a crise dos refugiados. A dupla trabalhou durante vários anos no campo de refugiados «The Jungle», em Calais, a construir abrigos, e lançou uma campanha internacional de cartazes que destacava a situação difícil das pessoas deslocadas — a «Refuchic». Estreitamente associados ao grupo ativista russo Pussy Riot, The Connor Brothers produziram, em 2015, a sua peça teatral sobre o tema dos refugiados no «Dismaland» de Banksy. Mais recentemente, uniram-se ao Professor Green e à instituição de caridade para a saúde mental CALM para angariar fundos e sensibilizar o público para a epidemia de depressão e suicídio entre os homens no Reino Unido.
The Connor Brothers expuseram internacionalmente, desde Nova Iorque, Sydney e Dubai até Londres, Hong Kong e Berlim. O seu trabalho surge frequentemente em grandes leiloeiras, onde atingiu um preço recorde em 2020. As suas obras também fazem parte de importantes coleções públicas e privadas, incluindo o Victoria and Albert Museum, a Penguin Collection e as coleções Omer Koc e Niarchos.