Ting nasceu em Wuxi, na China, em 1928, mas foi criado em Xangai. É um pintor, escultor, artista gráfico e poeta autodidata, que iniciou a sua carreira artística ainda muito jovem. Deixou a China em 1949 e fixou-se em Paris durante 6 anos. Ting viveu como um artista pobre e em dificuldades, mas conheceu todos os membros do grupo de vanguarda denominado COBRA.
Ting chegou a Nova Iorque em 1958, no auge do período do expressionismo abstrato. Em Nova Iorque, vendeu o seu trabalho, caracterizado por pinceladas ousadas e pingantes nas suas pinturas. Só na década de 1970 é que Ting desenvolveu o seu estilo agora característico, utilizando pinceladas caligráficas para definir contornos e preenchendo áreas planas de cor com tinta viva. Tal como Gauguin, visitava frequentemente o Taiti em busca das cores exóticas que tanto apreciava. Os seus temas mais recorrentes incluem mulheres, gatos, pássaros e pavões.
A obra de Ting é uma mistura única de cores fluorescentes vivas, impregnada de uma apreciação pelo prazer sensorial do mundo natural. É autor de vários livros de poesia, sendo o mais notável «Red Mouth», que contém reproduções de 428 pinturas e 33 desenhos a preto e branco.
Walasse Ting recebeu o Prémio Guggenheim de Desenho em 1970. As suas obras integram coleções públicas como as do MOMA, em Nova Iorque; do Museu Guggenheim, em Nova Iorque; da Galeria Nacional de Chicago, em Chicago; do Museu Tate, em Londres; do Centro Pompidou, em Paris; e do Museu de Arte de Hong Kong, entre muitas outras.
Após sofrer uma grave hemorragia cerebral em 2002, deixou de poder prosseguir a sua carreira artística. Ting faleceu a 17 de maio de 2010, aos 80 anos, em Nova Iorque.